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Um shopping center em sala de aula

Estudantes do Colégio Província de São Pedro participam de projeto que oferece lições de economia, matemática e inglês de uma forma prática

Administrar a escassez de dinheiro, controlar a entrada e saída de valores e saber escolher o que comprar foram algumas das lições dos estudantes do Colégio Província de São Pedro que participam de um projeto desenvolvido anualmente, envolvendo múltiplas disciplinas.

O dia de “Shopping Center” na sala de aula é o ponto alto de um tema ensinado pelos professores que inclui matemática, finanças pessoais e língua estrangeira. A novidade do projeto, este ano, foi a introdução do dólar no sistema monetário, oportunizando o reforço no aprendizado de língua estrangeira.

– As crianças aprenderam a trabalhar com outras moedas, fazendo a conversão devida. Tivemos uma aula específica para os produtos importados para que eles pudessem experimentar as diferenças cambiais. Com isso, eles ampliam o vocabulário e adquirem ainda mais conhecimento – explicou a coordenadora do projeto, professora Fidélia Stoffels Manfrin.

O professor de inglês, Marion Cruz, ficou impressionado positivamente com a reação dos alunos e com o aprendizado que eles tiveram.

– A colocação do projeto em prática foi bem interessante, porque eles usam o inglês de um modo mais real, contextualizado em um cenário. Isso é importante para ativar várias conexões que o cérebro faz na linguagem e, ao mesmo tempo, oferecer um aprendizado significativo e marcante para eles. A ideia é que eles possam aplicar o conhecimento na vida e nas viagens – disse.

A interação entre os alunos é um dos destaques. Para que todos possam viver experiências diferentes, o shopping é organizado com alunos do 3º e 5º ano do Ensino Fundamental. Assim, os que, hoje, eram compradores. já passaram pela experiência de terem sido vendedores.

– Teve uma pessoa que tive que ajudar porque ela deu mais troco do que deveria. É interessante lembrar, porque a gente passou bastante trabalho para ter tudo organizado quando fomos nós que fizemos – disse a aluna Sofia Guidote Lotfi, da turma 52.

Para a estudante Luiza Svirski, da turma 52, a lição que ficou é que não é possível comprar tudo que se tem vontade e ela acabou optando por comprar apenas roupas e alguns produtos no mercado.
Já Bibiana Silva Rosa, da turma 52, percebeu diferenças grandes quando eram provocados a fazer as contas usando a moeda estrangeira. Até mesmo a diferença de linguagem na escrita usando ponto e vírgula, comparados os sistemas de dólar e Real, foram colocados nos itens.

– Acho que o mais legal é aprender a dar o troco certo. Cada dólar valia R$ 4. Então, a gente tinha que se ajudar, porque às vezes o pessoal se confundia na hora de fazer a conta – contou.
Isabel Rodrigues Schmidt, da turma 32, comentou que o mais difícil foi trabalhar com dólar, porque era preciso fazer contas a todo instante. Mesmo assim, a aluna disse que se esforçou para comprar tudo que gostaria.

O projeto teve a coordenação da professora Fidélia Stoffels Manfrin e participação dos professores Marion Cruz e William Maciel Mello, de inglês e Luciane Freitas, de matemática.